Screen Shot 2015-06-25 at 19.18.24Punk d’Amour já existe há muitos anos. Criada por Filipe Ferraz e Bruno Vitor na Madeira, a banda sempre foi um bocado cigana. Tocava onde deixassem; em espeluncas, primeiras partes de famosos, igrejas, discotecas, comícios políticos de esquerda e direita. Os músicos às vezes conheciam-se no palco, e o número de instrumentos dependia do espaço na carrinha. Punk d’Amour existia quando alguém se juntasse em seu nome, e os concertos chegaram a Paris, (em Paris assiste-se a concertos de boca aberta). O público sempre foi curioso: o povo ri e abana-se, o intelectual aponta a ironia e bate o pé.


Depois juntou-se Mariana Camacho, que começou o trabalho de organização de um repertório com mais de 50 músicas. Estava finalmente encontrado o sentido do nome da banda: Ferraz é o Punk, Mariana o Amour. Descobriu-se a alegria do estúdio. O primeiro resultado é um álbum, ‘Toda a Nudez será perdoada’, gravado na Ponta do Sol e em Lisboa.

150462_3255982575309_2072341868_n

É um disco sobre a fúria e a vontade de rir, e todos os instrumentos, electrónica e utensílios de cozinha foram tocados por
Ferraz e Mariana. O título, é uma releitura do ‘Toda a nudez será castigada’, do Nelson Rodrigues. Numa época em que já sem deus, a culpa continua a ser infligida, quisemos fazer um disco sobre a vontade de viver sem ‘pecado’, o desejo de liberdade, o direito à fúria e à vontade de rir.


Este primeiro álbum é dedicado a toda a gente que já subiu a um palco em nome de Punk d’Amour: os nossos melhores amigos.